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Serão necessários mais do que mordaçasPara calar minha opiniões.Serão necessários mais do que brutalidades,Pra fazer cessar meus gesto.Serão necessários mais do que beijos,Para seduzir meu coraçõ.Serão necessários mais do que mentiras,Para me ocultar a verdade.Serão necessários mais do que abraços e afagos,Para enfeitar minha dura realidade.Serão necessários mais do que doces ilusões,Para me afastar da podridão.O mundo não faz nada, não é nada,perto das dores de uma almadorida e açoitada pelo mundano e insano.Verdades e mentiras estão acima dos gestos.A beleza se esconde nas trevas.Tudo não é mais o que era...E eu não quero me deixar me levar por isso.Quero seguir meu caminho Seja ele qual forE ser feliz custe o que custar...Mesmo que para isso tenha que me sacrificar!
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Os anjos, que regem todos os santosNão regem os anti-santos,que moram nos cemitériosdos condenados por crimes nefastosque aguardam os anjos.Mas sem resposta permanecemPois não são santos...
Falsa Fúnebre
Pela estrada dos sem noçãoo anjo da morte passasem deixar rastrosSó corpos.Os homens o olhamhipnotizados perante tanta beleza.Ela traz no pescoçouma cruz virada suas vestes são negrassão do mais puro veludo.Teus cabelos curtosa cobrir-lhe a faceeles são da cor da noite.Óculos escurosescondem seus olhosque agora são brancos,ela possui uma risocaustico e atrevido.A chuva que cai não lhe molha o rostoa água tem medo medo de se contaminar.O barulho da chuvarege a orquetra do sarcasmo.Enquanto as corujas piama morte dança sobre os corposque lhe matam a fomede carne e luxúria.
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Boca amarga,só magoas.Olhos frios,alma dorida, consumida pelos mitos.Orelhas sãsde uma mente vã.Narinas doentes de um ser demente.Tato instávelde um alguém deplorável.Sentidos, sentidos,que se sentemsem serem sentidossentidos, sentidos.Insignificantes sentidosde ambientes ressarcidosJamais jazidossentidos, sentidos
Girassóis
Verdades foram ditasnaquela noite maldita.Olhos a crucificar inocentes.Fogueiras trepidamCorpos lançados a toda sorte.De joelhos caíAs mão em prece coloquei:-Pai, por que me abandonastes?Segui teus passos e tuas palavrase mesmo assim me abandonastes.-Por que? Pai, por que?Teu silêncio doí mais que as chicotadasque açoitam minha carne ferida.O galo cantou.Estou de pé com a boca abertaem meio ao campo de girassóis.Um cheiro amargo invade minhas narinasminhas roupas tingem-se de vermelho.Gotas de sangue caemdas nuvens mortasconsumidas pelas misérias.Elas caem e secam os girassóis.Estou só.Meus olhos querem chorar,mas sinto-os secos.O ódio tomou meu coração.A paisagem me desola.Estou aqui crucificado.-Por que?-Pai! Por que me abandonastes?!?
A água da chuvamolha o rosto da multidãoque passa apressada pela vida.Algo se ergue em meio ao vãoUm homem de olhos tristesse fixa em meio ao monumento recém construído.Parado ele fica por um tempo,em seguida abre os braços,faz um gesto...Ninguém lhe nota.
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Cada vez maisnegras palavras lhe invadem a mente,Para furar-lhe os sentidos.A cada momento um cristal de geloperfura suas células.A cada momento, SE MORRE...
Não MAIS
A sala esta repleta de genteMas nenhuma estava presenteTodas ausentesNada sentemSomente estão de corpo presente.Suas mentes estão ausentes,vagam em insanos mundos delinquente, de povos inconsequentes.Pobres pessoas presentesuas mentes estão ausentes.Neste momento, um prepotenteSer indigentereclama e diz ser gente.Sua voz soa solenemas suas intenções são dementes.Inocente pessoa, sente-se,tuas palavrasnadam em uma mar secode mentes ausentes.Teus gestos são inconsequentes.Pessoa inocenteaquieta tua mente presente.Deixa-a livreAUSENTE...
Maresia
Tudo o que vemVai da mesma maneira que veio...Silencioso, faceiro fatalVai e deixa uma ferida aberta que não pode ser cicatrizada.Por mais que se queiranada é mais como era antigamente.O tempo passaa mata quem estiver em seu caminho.O mundo é vil e cruelE as pessoas não se respeitam.
Covardia
Procuro a morteComo quem procura ouro.Desejo a morteCom a mesma vontade dos culpados que clamam por clemência.Nela vejo a vidaVida que em mim não há.A morte traz mil facesque a todo momento me sorrimas como os loucosa mim não vem.Faceira, ligeiranunca me deu uma rasteira.Quisera eu tombarao chão do cemitério enovoado,quisera eu conseguira graça que tanto buscoA de repousar seguraSob a fria lápide de mármore.Quisera eu.Mas minha alma covardenão é capaz de buscarSou daquelas que clamammas não perseguem.Sou sómais uma alma covardeQue não tem coragem de assumir sua viagemSou só mais uma alma covarde...